Primeiro UFC a gente nunca esquece

Ouvir 8.986 pessoas gritando “Uh, vai morrer!” cada vez que um estrangeiro pisava no octógono era de arrepiar. Ver os atletas brasileiros buscando forças de fontes, aparentemente, já secas, virando o jogo e finalizando cada vez em que escutavam o estádio bradar seus nomes foi simplesmente mágico. Foi assim o The Ultimate Fighter Brasil® Final: Miocic vs Maldonado que rolou neste sábado, 31 de maio, no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo. Meu primeiro UFC (ao vivo).

ufc brasil

Foto by Marília Maciel

Foi nas mesas de um bar tipicamente norte-americano, com os dedos sujos de molho barbecue das apimentadas chicken wings regadas a copos e mais copos de cerveja e boas risadas, que o UFC entrou em minha vida. Era 2009 e naquela época pouco me importava quais golpes eram aplicados, onde estava rolando a luta e como se davam as finalizações. Aliás, quem estava lutando mesmo? Para se ter uma ideia, sequer paralisei, fiquei emocionada ou pedi um autógrafo quando encontrei o Anderson Silva  no shopping. Quem era Anderson Silva? Só tirei a foto porque mandaram um “tira logo! É ele! Tira! Depois explico quem é!”.

anderson silva mall of america

Foto by Marília Maciel

Mas, entre uma cerveja e outra, o tal The Ultimate Fighting Championship começou a ganhar posições no meu “ranking de consideração” e passei a saber, pelo menos, quem estava lutando. Sim, à época eu já sabia que aquele negão simpático que encontrei no shopping era alguém importante e que sim, eu deveria ter tentado uma foto COM ele. #Fail.

E aí, amigo, mais rápido que muitos nocautes que vi pelas telinhas, o jogo se inverteu. Já não ia para o bar com o intuito de beber ou me engordurar naquelas asinhas deliciosas, mas sim para assistir à luta. Claro que uma cervejinha era sempre bem-vinda. Mas uma aqui, outra ali.

Ao retornar ao Brasil em 2010, tentei manter o ritual de acompanhar os duelos. Em vão. Fui nocauteada de cara pelo sono. Os horários das transmissões no Brasil não eram compatíveis com a minha rotina. Aliás, continuam não sendo. Eu durmo antes mesmo de pensar em assistir. Assim, me contentei em acompanhar os resultados sempre no dia seguinte, pela internet.

O up seguinte no “ranking de consideração” veio a partir de 2013, com o MMA fazendo mais sentido que nunca para mim, pois observar os movimentos e técnicas dos atletas se tornou importante para o meu treino de muay thai. Por mais que eu não tenha pretensão de me tornar lutadora, acho necessário – e gostoso – ver a aplicação real do que aprendemos no tatame, observar como os lutadores inserem aquelas mesmas sequências [que sofremos para decorar e executar] com uma agilidade e naturalidade invejáveis.

UFC

Foto by Marília Maciel

Mas, se os bares, a televisão, a internet e os treinos de muay foram importantes para o meu interesse pelo MMA, imagine então o que a oportunidade de conferir o espetáculo do UFC ao vivo não fez comigo. De fato foi uma sensação indescritível.  Quando se está lá, a vontade de torcer triplica. Ver os familiares dos lutadores ali do teu lado sofrendo, incentivando-os e vibrando faz com que você queira vibrar mais, sentir pelo menos um pouquinho da emoção que eles estão sentindo.

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Foto by Bruno Molina

OK, ok, preciso ser verdadeira. Confesso que dormi em algumas partes de algumas lutas (mas só depois das 22h30. Mereço um desconto. Estava esgotada!), mas ainda bato na tecla de que o ambiente é contagiante e o evento vale a pena. Tanto na arena quanto em volta do ginásio, nas atrações montadas para receber o público, a diversão é garantida.

O pessoal se acabava mostrando seus dotes de lutadores com porradas e chutes no medidor de intensidade de golpes, nocauteando no videogame, pagando de gatão ao lado das garotas gostosas bem-apessoadas das marcas patrocinadoras… Ou simplesmente tirando fotos na frente de painéis.  E as poses então? Levanta a guarda, faz cara de bravo e CLICK! Uma verdadeira chuva de #selfies. Claro que eu não ia ficar de fora, tinha que ter fotenha com pose clássica também!

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Foto by Bruno Molina

Estar perto dos seus ídolos não tem preço. Quer dizer, tem. E no caso do UFC, infelizmente, ele é bem salgado (para conferir preços e datas dos eventos, clique aqui). Mas uma loucura uma vez ou outra na vida vale a pena. Afinal, não é todo dia que você tem a chance de ficar perto do Chael Sonnen e de outros lutadores inspiradores.

Sonnen UFC

Sonnen em uma das várias entrevistas que rolaram nos intervalos. // Foto by Marília Maciel

Resumo da noite:

Warlley Alves e Antônio ‘Cara de Sapato’ são os mais novos campeões de The Ultimate Fighter Brasil®. Cara de Sapato conquistou a vitória por decisão unânime, sobre Vitor Miranda e Warlley derrotou Marcio ‘Lyoto’ com uma guilhotina no terceiro round. Já na luta principal da noite, o americano Stipe Miocic mandou ver no brasileiro Fabio Maldonado com um nocaute técnico aos 35 segundos do primeiro round. E eu? Bem, sai feliz da vida e ansiosa para a próxima oportunidade de ver o UFC ao vivo. Pena que a edição que vai rolar dia 13 de setembro vai em Brasilia. =( Mas tudo bem. Estarei esperando eles voltarem a Sampa.

#Oss

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